O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, disse em início de fevereiro, ao sair da estatal, que a empresa levará até dois anos para saber o volume de gás que estará disponível às térmicas. Segundo ele, a empresa ainda avalia a quantidade de gás necessária para ser injetada na Bacia de Santos a fim de produzir petróleo. Só após esta informação, poderá calcular o gás para as térmicas.
— Um dos elementos centrais é qual a quantidade de gás que vamos precisar injetar na Bacia de Santos para produzir petróleo. Essa é uma informação que não temos ainda, porque só vamos consegui-la após um tempo de produção contínua — disse Gabrielli. E isso é determinante para decidir a disponibilidade no futuro. Vamos ter um horizonte de um ano e meio a dois anos de observação e análise de dados para saber.
O ex-presidente da Petrobras disse que se o atual ritmo se mantiver, a produção da empresa em 2012 vai superar a de 2011. Mas não quis estimar o quanto seria esse crescimento, disse o ex-presidente.
Já a nova presidente da empresa, Maria das Graças Foster, afirmou que o fornecimento de gás para novas termelétricas que queiram participar de leilões está condicionado a obtenção da licença prévia do quarto terminal de GNL. A expectativa, segundo a executiva é que a licença seja obtida até novembro desse ano, portanto, a participação nos certames ocorreria apenas em dezembro, quando normalmente há licitações do governo. O local para a construção do terminal deverá no R.G. do Sul.
“A única razão para a Petrobras não ter participado do leilão anterior é que teve uma mudança no edital da EPE e eles passaram a solicitar um balanço entre oferta e demanda. E para o terminal constar do balanço, ele precisaria da licença prévia”, explicou Graça.
Para os leilões posteriores, Graça afirmou que os contratos virão da confirmação da oferta de gás. “Estamos fazendo na área de exploração e produção uma avaliação muito firme dos reservatórios. A partir dessa avaliação saberemos quanto de gás teremos para ofertar ao mercado”, contou. No entanto, a presidente da Petrobras, enfatizou que “participar não significa ganhar”. Segundo ela, atualmente o preço das eólicas está muito baixo e o gás não tem como competir. “Eu já antecipo que com os preços do MW para eólica, não temos competitividade com o gás, com ou sem licença para o terminal”, frisou.
Fonte: Marcela Ribeiro, “O Globo”, e Carolina Medeiros, CanalEnergia

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