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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Consumo de importados é o maior em nove anos e preocupa Fiesp

Entidade divulga dados sobre o comportamento das exportações e importações e alerta para a queda de participação da indústria nacional no mercado interno

A indústria nacional vem registrando perdas significativas de participação no mercado interno, mostraram os Coeficientes de Exportação e Importação (CEI) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgados nesta terça-feira (7). 

O coeficiente de importação (CI) da indústria geral atingiu 23,1%, maior índice já registrado na série histórica, iniciada em 2003 – o recorde anterior era de 21,8%, apurado em 2010. O mesmo ocorreu com a indústria de transformação, que chegou a 21,9% no fechamento anual, também apontando um novo recorde – o anterior era de 20,4%, registrado igualmente em 2010.


O estudo, realizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), apontou que a participação de mercadorias importadas no consumo brasileiro, no quarto trimestre de 2011, aumentou 0,6 ponto percentual, chegando a 24%. No mesmo período de 2010, o nível de participação dos importados no consumo doméstico era inferior em 1,5 p.p. (22,5%).
No ano passado, o consumo aparente no Brasil cresceu 1,2% e a maior fatia desse crescimento foi aproveitada pelos importados (54,5% do total). A indústria doméstica ficou com o percentual remanescente, 45,5%. Os números indicam a inversão do cenário encontrado em 2010, quando a maior parte (53,2%) dos produtos consumidos internamente foi produzida pela indústria brasileira. 
“Isso significa que de cada três produtos consumidos no nosso país, um é importado. Em 2005, essa proporção era de 15%, hoje temos um recorde histórico”, afirmou o diretor do Derex, Roberto Giannetti da Fonseca. 
Segundo ele, para reverter a situação é preciso trabalhar as questões de câmbio, eficiência logística e desoneração de tributos “para melhorar a competitividade dos produtos brasileiros tanto para concorrer no mercado interno, com os importados, quanto na exportação, com produtos do mundo todo”. 
Os coeficientes de exportação (CE) das indústrias geral e de transformação apresentaram alta de 0,6 p.p - fechando em 19,5% e 16,4% respectivamente - na comparação anual, embora tenham permanecido estagnados nos três últimos trimestres de 2011. “A desvalorização cambial de 10% proporcionou melhora na competitividade dos produtos brasileiros no exterior, garantindo a elevação do CE”, explicou Giannetti. 
O diretor alerta para um cenário de movimento de substituição de produtos nacionais no consumo interno brasileiro que, caso seja mantido pelos próximos anos, levará o Brasil a aprofundar a atual conjuntura de perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB). 
“A maior preocupação dos industriais é que o crescimento do consumo no Brasil não está beneficiando a indústria nacional. Ele está sendo capturado, quase que completamente, pelos produtos importados e isso, ao invés de criar emprego e renda aqui, cria lá fora.” Dessa forma há uma ruptura no círculo “consumo-produção –renda –consumo”, uma vez que o dinheiro que incrementaria a economia do Brasil vai para o exterior.
Os dados também mostram que a taxa de crescimento das exportações foi superior a da produção. A indústria geral apresentou elevação de 3,4% nas exportações sobre 2010, enquanto o crescimento da produção no mesmo período foi de apenas 0,3%. 
“Houve crescimento da economia brasileira, mas a indústria não contribuiu para isso. Os responsáveis foram a agricultura, comércio e serviços. Tanto que o setor produtivo apontou queda de 1,6% no último trimestre de 2011 e manteve os patamares se considerada a média anual”, finalizou Giannetti. 


Setores 

O coeficiente de importação apresentou alta em 27 dos 33 setores analisados, sendo que 23 atingiram patamares recordes na série. Destaque para o setor de produtos têxteis, cuja participação dos importados cresceu de 19,6% em 2010 para 24,1% em 2011; setor de artigos do vestuário e acessórios, com alta de 3,2 p.p. no mesmo período e setor de máquinas que expandiu de 47,2% para 52%. 
Entre os setores que registraram retração no CI, em 2011, vale destacar o de siderurgia (12,9%) e aeronaves (45,4%) que apontaram queda de 3,9 p.p. e 1,8 p.p., respectivamente. 
Dos 33 setores analisados pelo coeficiente de exportação, 16 apresentaram alta em relação a 2010, sendo que apenas o setor de produtos farmacêuticos registrou recorde na série histórica (8,2%, com aumento de 1 p.p.). O setor de máquinas e equipamentos para extração mineral e construção foi o único que registrou elevação nas variáveis produção industrial (9,8%) e exportações (24,2%) na comparação com o ano anterior. 
Todos os demais apresentaram o cenário de queda na produção e elevação das exportações, respectivamente: ferro-gusa e ferroliga (-3,0% e +23,4%); tratores e máquinas e equipamentos para agricultura (-5,2% e 10,6%); siderurgia (-0,3% e 20,2%); e produtos têxteis (-14,4% e 11,0%). 
Entre os setores que mais apresentaram queda no CE, o de calçados merece destaque, já que mantém trajetória decrescente desde o início da série em 2003. Em 2011, com uma participação de 17%, o setor atingiu o menor nível histórico do coeficiente. 

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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