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sexta-feira, 9 de março de 2012

Uma mina de dinheiro


A compra da Xstrata pela Glencore cria a maior mineradora do mundo e uma das dez maiores empresas do planeta, com receitas de US$ 210 bilhões.

Por Carlos Eduardo VALIM
Durante décadas, a empresa de negociação de commodities Glencore foi um dos segredos mais bem guardados do capitalismo suíço. Com receita de US$ 145 bilhões em 2010, ela supera em musculatura suas muito mais badaladas conterrâneas Nestlé, Novartis e o banco UBS. Apesar disso, historicamente preferia adotar uma postura mais reservada, que só era interrompida pela revelação de  alguns escândalos esporádicos, como a condenação e depois anistia de seu fundador, Marc Rich, processado pelo governo americano por evasão fiscal e por furar o embargo contra o Irã, nos anos 1970. 
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A nova gigante: mina de cobre da Xstrata, que agora é a maior produtora do mundo de carvão e zinco.
O sigilo, porém, começou a ruir com a abertura de capital em maio do ano passado, quando levantou US$ 11 bilhões. Agora, suas entranhas foram completamente expostas, com a empresa submetida de uma vez por todas aos holofotes. Na terça-feira 7, a Glencore anunciou a aquisição da mineradora anglo-suíça Xstrata, da qual já detinha 34%. Ela pagará US$ 41 bilhões pelos 66% restantes, em uma operação de troca de ações. A Glencore Xstrata International, nome com que foi batizada a nova empresa, já nasce como uma das dez maiores corporações globais. 
Será a maior mineradora do planeta em receitas, devendo atingir US$ 210 bilhões, em 2011, e a quarta do setor em valor de mercado, com US$ 90 bilhões, atrás da australiana BHP-Billiton, da brasileira Vale e da britânica Rio Tinto. Seus negócios, no entanto, se estendem para além da mineração. A Glencore é acima de tudo uma negociadora de metais e de outras commodities, como as agrícolas e as de combustíveis. Sua lista de clientes parece um compêndio das maiores empresas do mundo, incluindo BP, Total, Exxon Mobil e as brasileiras Petrobras e Vale. Seu interesse pela Xstrata é facilmente explicado. A Glencore não extrai nada por conta própria. 
 
Ao contrário da empresa que pretende integrar, que possui reservas de carvão, cobre e níquel. “A Glencore se beneficiará das matérias-primas da Xstrata e esta, por sua vez, da nossa rede de vendas, com oito mil fornecedores e 54 escritórios no mundo todo”, disse Ivan Glasenberg, CEO da Glencore.O casamento entre a Glencore e a Xstrata já era esperado. Quando a Glencore abriu o seu capital, os US$ 11 bilhões levantados pareciam ter a vizinha como um destino certo. Mas o caminho ficou aberto, de fato, em 2008. Foi no primeiro semestre daquele  ano que a Vale tentou comprar a Xstrata – e, para sua sorte, não conseguiu. 
 
O negócio exigiria da brasileira um desembolso de até US$ 70 bilhões na época e era defendido por Roger Agnelli, o então CEO da Vale. Se tivesse levado a mineradora anglo-suíça, poderia ter amargado um prejuízo na sequência. Com a crise internacional, o valor da Xstrata caiu para US$ 18 bilhões. O interesse da Vale tinha origem na diversificação que a aquisição traria a suas operações, com reforço em zinco, chumbo e carvão. Até por esse motivo, o negócio da semana passada não deve afetar em médio prazo a brasileira. “A Vale tem intenção de se reforçar cada vez mais em minério de ferro, que já representa 57% de sua receita operacional”, afirma o analista Marco Aurélio Barbosa, da corretora Coinvalores.
 
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