Bolsa de Valores

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sexta-feira, 9 de março de 2012

Recrutamento e seleção


O modelo de entrevista de emprego da desenvolvedora de soluções em software Menlo Innovations, empresa do norte-americano Richard Sheridan, é um exemplo de cultura empresarial. São quatro da tarde em um dia qualquer; 22 candidatos trazem no pescoço folhas de papel com seus nomes, como crachás anabolizados. Todos se sentam ao redor de seis mesas, e Sheridan começa a falar: “Sejam bem-vindos à entrevista radical. Não fazemos nenhuma pergunta aqui. Não queremos que repitam o que está no currículo de vocês. Essa é uma tentativa de descobrir se vocês se encaixam em nossa cultura”.
O processo é iniciado: o grupo é dividido em pares, e cada dupla recebe um exercício baseado no trabalho desenvolvido na empresa. Eles têm 20 minutos para realizar a atividade, enquanto um funcionário veterano observa a interação geral. Quando o tempo estipulado termina, cada candidato recebe um novo exercício, forma uma nova dupla e tem um novo observador; 20 minutos depois, há uma terceira troca.
O objetivo da empresa não é encontrar quem dá a resposta certa, mas, sim, quem consegue fazer seu parceiro render mais. Os pares mais bem-sucedidos encontram o ritmo próprio rapidamente, dividindo sem problemas o único lápis fornecido para fazerem, cada um, suas marcas no papel.
O motivo
A companhia valoriza, acima de tudo, a colaboração, porque é isso que os funcionários fazem todos os dias. Praticamente todos na Menlo trabalham em duplas. Duas pessoas dividem um computador, passando o mouse uma para a outra, enquanto criam e discutem ideias. As duplas permanecem unidas durante uma semana e são trocadas todas as segundas-feiras, quando os funcionários assumem outra função no projeto. Só o fato de uma pessoa explicar para a outra o que está sendo feito em cada projeto, no início de cada semana, faz todos pensarem em maneiras inéditas de ver determinado problema, muitas vezes desenvolvendo novas soluções para ele.
Dessa maneira, é indispensável que as pessoas se encaixem na cultura da empresa. O processo diferenciado de contratação da Menlo surgiu dessa necessidade. Os interessados passam primeiro pelas seções de 20 minutos, realizando três exercícios diferentes. Depois, os observadores se reúnem e escolhem quais candidatos irão chamar para uma próxima rodada, na qual  passarão um dia inteiro na empresa, formando duplas com funcionários da casa, trabalhando em problemas e projetos reais. Detalhe: todos são remunerados por esse dia. Os participantes que se sobressaem são convidados para um período de experiência que dura três semanas.
O desfecho
Já são seis da tarde. Os candidatos ao emprego foram para casa e os observadores se reúnem. Sheridan projeta a foto e o nome de cada um na parede. A cada rosto mostrado, os três empregados que os observaram dão a nota: polegar para cima, para o lado ou para baixo. Quem recebe três polegares para cima ou três para baixo, não há discussão, seu destino está decidido. A maioria, entretanto, recebe gestos diversos, o que leva a discussões noite adentro – o preço a ser pago pela certeza de se trazer para o barco somente quem tem a cultura da empresa no sangue.
Júlio Clebsch

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