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quarta-feira, 14 de março de 2012

Faltam engenheiros ou falta engenharia?


Se por um lado há uma crise ligada à qualificação profissional, por outro, sem demanda contínua e estruturada não há como manter mão de obra ativa na quantidade e qualidade necessárias. Faltam engenheiros ou falta engenharia?
A dúvida foi uma das questões discutidas no primeiro de uma série de encontros para a elaboração do Programa de Governo para o Setor de Engenharia de Projeto no Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.
O encontro reuniu cerca de 60 participantes de importantes instituições públicas e privadas, e uma das bases de discussão foi o relatório “Engenharia Consultiva no Brasil (2011)”, elaborado pela ABDI. Segundo o estudo, o desenvolvimento pleno da capacidade competitiva de empresas fornecedoras de engenharia é condição fundamental para a indução da capacitação tecnológica, inovativa e produtiva de grande parte da estrutura econômica do Brasil. Sem dominar todas as etapas de produção de um projeto (engenharia básica, detalhamento, implementação, operação e manutenção), haveria pouco espaço, por exemplo, para o desenvolvimento de fornecedores de equipamentos, partes e peças de projetos de investimento industrial.
Divididos em grupos, os profissionais apontaram a falta de planejamento estratégico, escassez de instrumentos de apoio específicos, a alta carga tributária e a pouca exigência de conteúdo local como os principais gargalos do setor. “Precisamos debater profundamente sobre a qualificação de pessoal”, complementa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.
Para a diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, as organizações precisam de maior musculatura e mais solidez financeira e corporativa. “Para alcançar isso, temos que avançar em questões ligadas a financiamentos, formas de contratação, encomendas governamentais, retomada de investimentos públicos a longo prazo e custos de mão de obra”, sugere.
As conclusões dos encontros serão compiladas e o documento servirá de referência para tornar a engenharia de projeto brasileira mais competitiva.
Nei

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