Andréia Moreno, da redação
Os países do Mercosul continuarão a ser o celeiro do mundo e a grande restrição ao bloco é o comércio internacional e os fertilizantes, que são caros e quase todos importados. A opinião é de o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Jose Graziano da Silva, em seu discurso em Genebra, Suiça, nesta quarta (8/2).
Outro ponto levantado pelo executivo, é que o mundo passará por uma década de preços elevados de alimentos e a grande preocupação será a volatilidade, que não favorece o produtor nem o consumidor.
Além disso, surpreendeu o público quando disse que o mundo vai precisar de menos alimentos até 2050, já que a demanda global crescerá a taxas bem menores do que vinha sendo previsto.
Ele afirmou que em 2009, a FAO havia estimado que o mundo precisaria aumentar a produção global de alimentos em 70%, para alimentar 9,1 bilhões de pessoas em 2050 - 2 bilhões a mais do que a atual população do planeta. Mas a ONU refez os mesmos cálculos, e concluiu que a necessidade de incrementar a produção agrícola até 2050 será por volta de 60%, tanto para uso alimentar como para a produção de biocombustíveis.
Segundo Graziano, o crescimento populacional será menor e haverá declínio da população em vários países e regiões, incluindo Japão, China, Brasil e Europa; mais países deverão atingir, gradualmente, um nível de consumo de alimentos que, por sua vez, encontrarão pouco espaço para a expansão e muitos continuarão a ver suas populações aumentarem e permanecerão com baixas rendas ou pobreza significativa ainda por um longo período.

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