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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

3G Capital acerta compra do Burger King por US$ 4 bilhões


Fundo que tem entre os sócios Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles irá pagar o equivalente a US$ 24 por ação

 

Por Época NEGÓCIOS Online
Burger King: a segunda maior rede fast food dos Estados Unidos, agora nas mãos dos brasileiros
O Burger King, segunda maior rede de fast-food dos Estados Unidos, firmou acordo para ser vendido para a 3G Capital Management por US$ 24 por ação, ou cerca de US$ 4 bilhões, incluindo a dívida da empresa.
A 3G Capital tem entre os sócios os brasileiros Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Telles, que estão entre os principais acionistas da AB InBev, maior cervejaria do mundo e que controla a AmBev.
Segundo o "Wall Street Journal", o Burger King pode solicitar ofertas melhores em meados de outubro. Bancos devem financiar cerca de US$ 2,8 bilhões da operação. No dia 31 de agosto, um dia antes do WSJ noticiar que a empresa estaria à venda, as ações da companhia fecharam a US$ 16,45. O acordo representaria um prêmio de 46% sobre o preço da ação do Burger King antes da notícia do acordo surgir na quarta-feira.
A transação deve ser fechada no último trimestre deste ano.
TPG Capital LP, Goldman Sachs Capital Partners e Bain Capital Investors possuem conjuntamente cerca de 31% das ações do Burger King e colocaram seus papéis à disposição da oferta, que deve começar em 17 de setembro.
É a segunda vez em oito anos que a companhia se torna privada. Para a 3G, esta é a oportunidade de reverter os resultados do Burger King, aproveitando sua experiência nos investimentos em cerveja e varejo. 
"Temos grande respeito pela marca Burger King e o grande negócio que sua diretoria, funcionários e os franqueados construíram", afirma Alexandre Behring, um dos sócios da 3G em comunicado. "A marca icônica Burger King, sua sólida rede de franquias e grande oferta de produtos fazem o tornam perfeito para a 3G Capital, que tem um forte histórico em investimentos de longo prazo em marcas de consumo globais e companhias de varejo." 
Segundo o "New York Times", o presidente do Burger King, John Chidsey, deve manter seu cargo até o fechamento do negócio. Depois disso, Behring assumirá o posto de presidente-adjunto, ao lado de Chidsey. 
O Burger King vem perdendo espaço para o McDonald's e outros concorrentes do setor de fast-food, uma vez que sua base principal de consumidores foi mais afetada pelas taxas altas de desemprego nos EUA.
Na semana passada, a empresa previu demanda fraca durante seu novo ano fiscal devido ao ritmo menor de recuperação econômica nos Estados Unidos e a programas de austeridade fiscal de governos em diversos países da Europa.
Analistas afirmaram que era um momento oportuno para a empresa fechar seu capital, quatro anos depois que o Burger King abriu seu capital com uma oferta a um preço de US$ 17 por ação.
Às 11h49 (horário de Brasília), as ações do Burger King negociadas em Nova York avançavam mais de 24%, para US$ 23,41, depois de terem subido perto de 15% na véspera.
Para esta negociação, o Burger King contou com a assessoria dos bancos Morgan Stanley e Goldman Sachs e dos escritórios de advocacia Skadden, Arps, Slate, Meagher & Flom e Holland & Knight. A 3G capital foi assessorada por Lazard, JPMorgan Chase, Barclays Capital e pelo escritório Kirkland & Ellis.

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