Bolsa de Valores

ALLL11 +0.67%AMBV4 0.51%BTOW3 3.09%BVMF3 0.2%BBDC4 0.56%BRAP4 0.83%BBAS3 0.31%BRTO4 0.95%BRKM5 0.09%BRFS3 0.56%CCRO3 0.06%CMIG4 0.31%CESP6 0.4%CPLE6 0.65%CSAN3 0.38%CPFE3 0.32%CYRE3 -0.73%DTEX3 -0.31%ELET3 0.82%ELET6 1.94%ELPL6 -0.13%EMBR3 0.22%FIBR3 1.21%GFSA3 1.12%GGBR4 0.42%GOAU4 0.43%GOLL4 1.96%ITSA4 0.35%ITUB4 0.41%JBSS3 1.05%KLBN4 -1.49%LIGT3 0.42%LLXL3 -0.45%LAME4 0.93%LREN3 0.69%MMXM3 -0.16%MRVE3 -0.72%NATU3 0.41%NETC4 -1.05%OGXP3 -1.6%PCAR5 +2.72%PDGR3 0.92%PETR3 0.73%PETR4 0.71%RDCD3 0.19%RSID3 -2%SBSP3 -0.58%CSNA3 0%CRUZ3 -0.19%TAMM4 6.72%TNLP3 4%TNLP4 0.05%TMAR5 -1.69%TLPP4 -2.21%TCSL3 +0.43%TCSL4 +0.13%TRPL4 -0.71%UGPA4 -0.71%USIM3 0.33%USIM5 -0.76%VALE3 0.66%VALE5 0.76%VIVO4 -0.21%
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

1001 utilidades: grafeno também pode eliminar radioatividade da água


O grafeno tem demonstrado ser um material extremamente versátil, podendo ser aplicado em uma variedade de tecnologias (leia sobre a proteção anticorrosão do grafeno aqui). E agora pesquisadores da Universidade Rice, nos EUA, e da Universidade Estatal de Moscou, na Rússia, descobriram mais uma utilidade para esse supermaterial.

Um estudo realizado pelos pesquisadores revelou que o óxido de grafeno também pode ser empregado para remover materiais radioativos da água. Os cientistas utilizaram flocos do supermaterial, observando que essa substância faz com que as toxinas presentes na água— sejam elas de origem natural ou produzidas pelo homem — se aglomerem formando partículas maiores, facilitando o processo de recolhimento e eliminação.

Mil e uma utilidades
Conforme explicaram os pesquisadores, o grafeno funciona de uma maneira muito mais eficiente que os compostos utilizados atualmente para lidar com a contaminação da água, mesmo na presença de outros elementos químicos. As partículas resultantes continuam sendo radioativas, mas o grafeno pode ser facilmente coletado e queimado posteriormente, resultando em um único bloco sólido que pode ser descartado corretamente ou reutilizado.

Os pesquisadores apontam que a nova técnica pode ser utilizada no caso de desastres nucleares como o que ocorreu em Fukushima, bem como na obtenção de materiais radioativos raros que ocorrem naturalmente na Terra. O método também pode ser empregado para remover toxinas resultantes de operações conhecidas como fraturas hidráulicas, que servem para ampliar a extração de gás natural e petróleo presentes no subsolo.

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini/ TecMundo

Brasil ganha produção do Peugeot 208, mas perde vendas ao México


A filial brasileira do grupo francês PSA Peugeot Citroën recebeu investimento para ser a primeira a produzir o novo compacto 208 fora da Europa. Mas perdeu para os europeus o contrato de exportação do modelo para o México, seu vizinho. Segundo o presidente da companhia no Brasil e América Latina, Carlos Gomes, a Europa leva vantagem em relação ao Brasil no custo de exportação do mesmo veículo. Para os europeus, no entanto, essa é uma boa notícia. A falta de demanda provocada pela crise que afeta o continente levou o grupo PSA a anunciar, há três meses, a redução no ritmo de produção do modelo 208 na fábrica francesa.

Gomes cita um elenco de problemas, diversas vezes apontados por outros setores, que levam à desvantagem competitiva nas exportações de carros fabricados no Brasil. A lista vai dos altos custos de insumos - "o aço na França custa 25% menos do que no Brasil", diz o executivo - até os entraves logísticos por falta de alternativas ao transporte rodoviário.
O presidente do grupo no Brasil não diz qual seria o tamanho da vantagem europeia na exportação do 208 para os mexicanos. Mas cita um caso anterior. A venda do modelo 207 - geração que antecedeu o 208 - para o México a partir de fábrica da França ficava 28% mais em conta do que se fosse embarcado no Brasil.

O grupo PSA não é o único a se queixar da falta de competitividade no mercado externo. Em 2012 o volume de exportações de veículos produzidos no Brasil recuou 20,1% na comparação com o ano anterior, num total de 442 mil unidades. A Argentina absorve a maior parte dos veículos que saem do Brasil. O mau desempenho das vendas ao exterior provou queda de 1,9% na produção e o tombo só não foi maior porque o mercado interno avançou 4,6%.

O vigoroso mercado doméstico, ainda que se espere uma estabilização para este ano, continua a salvar a produção e a estimular mais investimentos em expansão industrial nas montadoras.
Enquanto a direção mundial do grupo PSA anunciou, no fim de 2012, uma redução do ritmo da linha de produção do modelo 208 na fábrica de Poissy, na França, de 52 para 35 unidades por hora e a suspensão do terceiro turno de trabalho, na fábrica de Porto Real (RJ) a capacidade está totalmente ocupada, em três turnos, e novos investimentos elevarão o ritmo de toda a linha (que envolve as marcas Peugeot e Citroën) em 38%. A média subiu de 29 carros por hora em 2012 para 32 e chegará 40 até o fim do ano.

Depois de perder participação no mercado local no ano passado, a PSA fez uma festa na fábrica ontem (30) para marcar o início da produção do 208, que começará a ser vendido em março. O 208, que foi lançado há menos de um ano na Europa, é a maior aposta da companhia para este ano, quando devem ser produzidas, só no Brasil, 55 mil unidades do modelo.

O presidente mundial do grupo, Philippe Varin, decidiu deixar a amargura dos mercados europeus para se unir à comemoração no Rio de Janeiro. Sua presença surpreendeu muitos dos executivos locais, que não esperavam.

Em seu discurso, Varin reconheceu que a crise na Europa pressiona o grupo PSA Peugeot Citroen a reforçar a estratégia para aumentar a internacionalização da produção de seus veículos e, consequentemente, depender cada vez menos dos mercados europeus. Com os investimentos que têm sido realizados em regiões como Rússia, China e Brasil, o grupo que reúne as duas montadoras francesas já conseguiu elevar a participação das vendas fora do continente europeu de 24% em 2009 para 38% em 2012. A meta é chegar a 50% em 2015.

"Com um mercado interno de 3,6 milhões de veículos [em 2012], o Brasil passou à frente da Alemanha. Trata-se, portanto, de um país essencial para nosso grupo", disse Varin. Segundo o executivo, a crise levou o grupo PSA a rever metas de cortes de custos. Em 2011 já havia sido fixado o objetivo de cortar 1 bilhão de euros. "Diante da degradação dos mercados europeus, em julho elaboramos um novo plano para o corte de mais € 1,5 bilhão até 2015", destacou.

O Brasil também está nos planos que o grupo prepara a partir da recém firmada aliança com a General Motors. Estão previstos projetos elaborados em parceria entre as duas empresas para os futuros lançamentos de carros no Brasil. "Em princípio, nossos esforços estarão voltados para a Europa. Mas temos planos para a América Latina e o Brasil está no cerne das nossas ambições".

O lançamento de um novo carro compacto e o aumento da capacidade de produção da fábrica instalada em Porto Real já consumiram, segundo Carlos Gomes, quase a metade dos R$ 3,7 bilhões do plano de investimentos que o grupo PSA programou para o país no período de 2011 a 2015.

O programa de investimentos, inicialmente fechado em R$ 1,4 bilhão, foi ampliado no ano passado, a partir da revisão da estratégia da direção mundial de aproveitar o crescimento do mercado brasileiro para diminuir a dependência dos enfraquecidos mercados europeus.
Além do 208, a fábrica de Porto Real produz atualmente os modelos 207, que continuará sendo o de entrada no portfólio da Peugeot, 207 SW, 207 Passion e a picape Hoggar, além dos Citroën C3, Xsara Picasso, C3 Aircross e C3 Picasso. Também são produzidos motores 1.4 litro e 1.6 litro flex.

Por Marli Olmos/ Valor Econômico 

Abimaq projeta crescimento de 5% a 7% em 2013


A recuperação das vendas de máquinas veio de forma mais lenta que o esperado no fim de 2012 e o faturamento do setor fechou em R$ 80 bilhões, queda de 3% sobre 2011. O valor representou aprofundamento do recuo visto em outubro. Naquele mês, o último dado apresentado anteriormente pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostrou que a receita caía 2,3% em relação aos dez primeiros meses do ano anterior.

O nível de utilização da capacidade fechou com média mensal de 75,6%. Houve recuperação sobre o patamar médio de outubro (75%), mas ficou bem abaixo dos 80,8% de 2011. O nível de emprego baixou 1,9%, para 255,83 trabalhadores ocupados, com leve recuperação (0,4%) em relação a novembro.

A boa notícia foi a evolução das exportações, que "salvou a lavoura", nas palavras do diretor de competitividade da Abimaq, Mario Bernardini. Impulsionadas pela desvalorização do real, as vendas para o mercado externo avançaram 11,2%, enquanto as importações cresceram apenas 0,9%. O resultado foi uma queda no déficit comercial do setor, movimento inédito desde 2004, quando a balança de bens de capital deixou de ser superavitária. O déficit fechou o ano em US$ 16,82 bilhões, baixa de 5,9% em relação ao registrado em 2011.

A Abimaq considerou o dado positivo, mas ainda enxerga o valor alto do déficit como um problema importante a ser enfrentado. "Foi a primeira queda [no déficit] desde 2004, mas é ainda o segundo maior da nossa história", disse o presidente da entidade, Luiz Aubert Neto. O executivo voltou a elogiar as medidas do governo de reduzir custo de energia e de crédito, além das desonerações para estimular fabricantes nacionais. Ele, contudo, disse que a Abimaq está preocupada com a possibilidade de o câmbio se estabilizar abaixo de R$ 2, como vem acontecendo nos últimos dias com a intervenção do Banco Central.

Bernardini disse que uma queda no valor do dólar da ordem de cinco a dez centavos, como tem se cogitado entre economistas, teria um efeito baixo de controle da inflação. "Essa mudança não reduziria a alta de preços e traz ainda o risco de se abortarem investimentos". A Abimaq tem reuniões agendadas, hoje (31), com o Ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, e com a presidente Dilma Rousseff, no dia 7. Aubert não adiantou as pautas que serão abordadas.

Para 2013, a Abimaq continua a ver uma recuperação lenta e gradual no setor. Com uma perspectiva de crescimento do PIB de 3% e alta da ordem de 5% nos investimentos, a entidade aposta em um crescimento de 5% a 7% no faturamento de fabricantes nacionais de máquinas, neste ano.

Em coletiva de imprensa realizada ontem (30), em São Paulo, Bernardini lembrou que apesar dos números ruins, consolidados em 2012, observou-se um leve aumento do faturamento do setor do terceiro para o quarto trimestre. Segundo dados coletados pela entidade, entre julho e setembro, os fabricantes de máquinas faturaram R$ 19,65 bilhões. 

Entre outubro e dezembro, esse faturamento foi de R$ 19,77 bilhões. No último mês do ano, apesar do recuo de 5,3% na comparação anual, houve um aumento de 7,9% em relação a novembro. "Pode ser uma tendência ou um ponto fora da curva, só os próximos meses podem confirmar, a minha leitura é que é uma tendência", disse Bernardini.

Por Ana Fernandes/ Valor Econômico 

Cresce demanda por engenheiros


Profissionais de engenharia, administração e contabilidade serão as mais demandados pelas empresas em 2013, ao lado de carreiras mais recentes como especialistas em comércio eletrônico, sustentabilidade, mídias digitais e logística. Este é o prognóstico de especialistas em recursos humanos que partilham a visão de que o país deve apresentar maior crescimento econômico neste ano, revertendo um pouco o frustrante resultado do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

A retomada dos investimentos das empresas e do governo, principalmente em obras de infraestrutura - rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e aquelas voltadas para os grandes eventos que o país vai sediar nos próximos anos - é que vai dar o rumo da temporada de caça a talentos.

"Engenharia, em todas as modalidades, vai estar beneficiada pela demanda das obras de infraestrutura", afirma Maíra Habimorad, sócia do grupo DMRH. Civil, minas, alimentos, elétrica e telecomunicações são as especializações da engenharia que têm encontrado mais espaço no mercado ultimamente. Com exigências de desenvolvimento sustentável cada dia maiores, os engenheiros ambientais também estão ganhando espaço nas empresas, completa Fernanda Campos, diretora executiva da Consultoria Mariaca.
A maior demanda por profissionais de áreas tradicionais não é um movimento novo. Fernanda Campos explica que a área de engenharia tem sido bastante procurada pelas empresas nos últimos dois a três anos, como resposta a uma retomada após duas décadas de estagnação.

"A engenharia está passando por um excelente momento", concorda Carlos Henrique Figueiredo Alves, diretor-geral do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ). O Cefet forma, anualmente, cerca de 500 engenheiros e 700 técnicos nas áreas de mecânica, elétrica, automação industrial e informática para citar os principais entre os 22 cursos oferecidos.
Instituição credenciada do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e 

Gás Natural (Promimp), metade dos alunos formados pelo Cefet/RJ são aproveitados no setor de petróleo e gás que tem grande carência de profissionais. "Os técnicos são os mais demandados e os salários são até compatíveis com atividades de nível superior, dependendo da empresa", diz Alves. "Principalmente para os bons alunos, provavelmente será fácil encontrar emprego na área", conclui.

João Nunes, diretor da consultoria em recursos humanos Michael Page, alerta, porém, que apesar da esperada recuperação econômica, a queda no ritmo da atividade doméstica no ano passado e a crise econômica internacional também estão influindo nas decisões de contratação este ano. "Como não houve muito crescimento em 2012, aumentou a demanda por profissionais capazes de controlar custos e aumentar a eficiência das empresas, como "controllers" e especialistas na cadeia de suprimentos ("supply chain")", afirma.

Além de obras civis, públicas e privadas, engenheiros e administradores são procurados também para a área de logística. "Com as obras do governo, a logística está mudando de ser um problema de custos para ser parte integrante da operação das empresas", diz Fernanda Campos. Profissionais com visão empreendedora, agilidade, capacidade de trabalhar em equipe e de gerar valor agregado aos produtos e serviços e multifuncionalidade são exigências das empresas fazer contratações nessa área.

A área de tecnologia é o destaque entre as carreiras mais recentes. Engenheiros e técnicos estão em alta nas áreas de comércio eletrônico, gestão de plataformas digitais e computação em nuvem ("cloud computing"), tanto na área de vendas quanto de pós-vendas.

Demanda por região
As demandas por profissionais também variam de acordo com a região. Especificidades locais como realização de obras de infraestrutura, indústrias predominantes e nível de atividade econômica determinam não só a profissão mais procurada, como também salários e benefícios, explica Nunes, da Michael Page.
Em sua pesquisa anual, que mapeia as profissões mais procuradas nas principais praças - capitais, regiões e interior de São Paulo- a consultoria identificou forte influência de determinados setores, que variam conforme a localidade.

Em Belo Horizonte, os segmentos de mídias digitais, telecomunicações e mineração são os que predominam como empregadores para os que cursaram engenharia, geologia, administração e contabilidade, além de comunicadores para a produção de conteúdo. Em São Paulo, o mercado financeiro e as indústrias farmacêuticas, de serviços e equipamentos de saúde têm sido as mais ativas na busca por profissionais.

No Nordeste, a procura tem sido maior por gerentes e diretores, além de engenheiros de obras e com ênfase na área de energia. "O Nordeste é um mercado dominado por grupos familiares que estão mais interessados em expandir seus mercados", avalia Nunes. Segundo ele, nesse cenário, a maior dificuldade das empresas nordestinas é encontrar profissionais com conhecimentos e capacidade para conduzir a operação.

"Há grandes investimentos industriais em andamento no Nordeste - automotivo, químico etc - que têm necessidade premente de profissionais para posições como gerentes de fábricas, de saúde, meio ambiente e segurança (SMS) e supervisão", confirma Maíra Habimorad. Segundo ela, esses cargos acabam sendo mais bem remunerados já que as empresas não têm muitas alternativas. "Ou tiram do concorrente ou trazem de outra região, e as duas alternativas custam caro; ou forma internamente, o que demora", completa.

De forma ampla, tanto para diretores quanto para gerentes e analistas, a qualidade do conhecimento é cada vez mais valorizada, diz Fernanda Campos. "Uma boa graduação, em uma universidade com parcerias internacionais, pós-graduação no tema e manter-se constantemente atualizado são requisitos dos empregadores", diz..

Por Janes Rocha/ Valor Econômico 

Energia solar pode ser aplicada na refrigeração


Pesquisadores do Instituto Fraunhofer para Sistemas de Energia Solar (ISE) demonstraram que a refrigeração solar funciona: no projeto Medisco, da União Europeia, eles instalaram sistemas solares para resfriar vinho em uma vinícola na Tunísia e leite em uma fábrica de laticínios no Marrocos. "A técnica é aplicável em regiões ricas em insolação, principalmente em áreas remotas, onde devido à escassez de água e falta de fontes de energia regulares não há possibilidade de refrigeração convencional", diz Tomas Núñez, pesquisador do ISE. "É um método benéfico para o ambiente. Além disso, o custo da energia para equipamentos de refrigeração convencionais é reduzido ao mínimo."

Os pesquisadores desenvolveram os painéis solares de forma que a luz do sol seja direcionada por meio de espelhos para um absorvedor. Os raios de sol concentrados aquecem a água dentro de um reservatório a 200ºC. Essa temperatura extrema da água é necessária para acionar a chamada máquina de resfriamento por absorção com alta temperatura exterior. "Diferente do refrigerador comum, nós não utilizamos energia, mas calor para gerar frio", explica Núñez. O resultado em ambos os casos é o mesmo. "Frio em forma de água fria ou, no nosso caso, uma mistura de água e glicol."

Painéis de energia solarTecnologia ainda inadequada para o mercadoAs máquinas de resfriamento solar podem refrigerar salas e até edifícios inteiros. Muitos projetos de pesquisa foram bem-sucedidos e demonstraram que sistemas de energia solar economizam 50% a 80% em comparação às tecnologias convencionais de refrigeração.

Apesar de todas as vantagens, os especialistas destacam que a tecnologia ainda não está pronta para o mercado. "Os custos de instalação ainda são altos demais", diz Ursula Eicker, da Universidade de Ciências Aplicadas de Stuttgart. Se uma família na Alemanha quiser refrigerar sua casa com refrigeração através do sol, terá que pagar cerca de 40 mil euros, quase o dobro de um sistema convencional.

A tecnologia funciona e existe demanda, o que em médio prazo representa boas chances para a refrigeração solar, diz Núñez. Particularmente na climatização de edifícios – e especialmente na ensolarada África. "O importante é expandir lentamente, passo a passo. Uma parte da produção precisa ser feita no local, e são necessários engenheiros treinados para a instalação", destaca o especialista. O primeiro passo foi apresentar a tecnologia por meio de projetos subsidiados para aumentar a consciência sobre a tecnologia. Uma empresa de médio porte na África não tem esse dinheiro – e a tecnologia não parece economicamente vantajosa para as grandes indústrias.

Sem programas financiados pelo Estado, como os que existem na Alemanha, na Áustria e na Espanha, os sistemas de refrigeração solar nunca seriam competitivos, diz a professora Eicker. "Estamos em um absoluto nicho." Em 2007 foram instalados de uma só vez 81 sistemas de refrigeração solar no mundo, quase todos na Europa, em edifícios comerciais. Para criar um mercado para a tecnologia, os governos precisam demonstrar interesse e disponibilidade financeira.

Extremamente nocivos
Sistemas convencionais de refrigeração precisam ser substituídos por outra razão: as substâncias refrigerantes e os compressores de espuma isolante contêm hidrocarbonetos halogenados, que são 12 mil vezes mais nocivos para o meio ambiente do que CO2, além de destruírem a camada de ozônio.

Os governos europeus estão ajudando os países em desenvolvimento a substituírem essas substâncias por sistemas de refrigeração não nocivos. A base de cooperação é o Protocolo de Montreal, assinado em 1987, em que 180 países se comprometeram a substituir substâncias que destroem a camada de ozônio.

O governo alemão estabeleceu o programa Proklima, em cooperação com 40 países, entre os quais pequenos países africanos como a Suazilândia, onde empresas locais produzem novos congeladores e refrigeradores ecológicos. Com a iniciativa, já foram poupados em todo o mundo cerca de 42 milhões de toneladas de CO2. A substituição das antigas substâncias refrigeradoras deve estar completa em 2011, explica Eicker. "Graças a uma lei, o que traz esperança. E isso mostra que a cooperação internacional para a proteção do meio ambiente pode fazer diferença."


Fonte: Deutsche Welle

Pré-sal potencializa exportação


O Brasil estará em condições de exportar 1,5 milhão de barris de petróleo diários daqui a uma década, disse nesta quinta-feira (17) Magda Chambriard, diretora da Agência Nacional de Petróleo (ANP).
O país conseguirá multiplicar sua produção graças às milionárias reservas descobertas nos últimos anos a cerca de 6 km abaixo do assoalho marinho, conhecidas como "pré-sal", disse.
"Se tudo acontecer conforme o planejado e conforme o desenvolvimento pretendido com o pré-sal, nos próximos 10 anos seremos capazes de exportar 1,5 milhão de barris por dia", disse a diretora, segundo declarações reproduzidas pela Agência Brasil (estatal).
Esses números colocariam o Brasil ao lado de grandes exportadores como a Noruega, acrescentou Chambriard. Graças a suas gigantescas reservas em águas ultraprofundas, o Brasil espera elevar sua produção a cinco milhões de barris diários.

Petrobras

E parece que todo o setor está em expansão. A Petrobras atingiu, neste mês, recorde de processamento de petróleo nas suas refinarias. A carga refinada foi de 2,111 milhões de barris, volume cerca de 10 mil barris/dia superior ao recorde anterior, ocorrido em 12 de agosto de 2012.
A marca foi alcançada respeitando as diretrizes de confiabilidade operacional das instalações, bem como os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde. O resultado atingido contribui para a redução da importação de derivados.

Istoé Dinheiro e Agência Petrobras

Fios de cabelo podem revolucionar energia solar


O alto custo dos painéis solares é um dos principais inconvenientes para quem tem vontade de investir num aparelho de energia solar para a sua casa – felizmente, esse problema pode estar com os dias contados. Um grupo de estudantes nepaleses descobriu que é possível utilizar fios de cabelo na produção de energia fotovoltaica, levando o custo dos painéis solares a diminuir consideravelmente.
Isto acontece porque a melanina, pigmento que dá cor aos nossos cabelos, é um excelente condutor de electricidade, capaz de cumprir a função do silício nos painéis solares de alto custo. Ao substituir o elemento químico pelo cabelo no processo de produção, o preço de cada exemplar fica em cerca de €28 (R$ 75).

A descoberta foi feita por Milan Karki, de 18 anos, e mais quatro amigos, que tentavam encontrar meios de gerar energia em casas que, como a deles, não têm acesso ao recurso. No Nepal, onde vivem os jovens, a falta de energia é bastante comum, principalmente em áreas rurais.
“Primeiro, eu queria gerar electricidade para a minha casa; depois, para a vila. Agora, já penso que posso fornecer energia para o mundo inteiro”, afirmou Karki. Segundo a Super Interessante, os painéis produzidos pelos jovens investigadores medem 15 polegadas e são capazes de gerar até 18W de electricidade.
A descoberta pode revolucionar a produção dos painéis e o acesso a estes, uma vez que os fios de cabelo se revelam a fonte de energia renovável mais acessível descoberta até agora. 

Fonte: Green Savers